Espaço Húmus

 

Começamos pela nossa casa: muitas janelas e uma árvore plantada no jardim; uma grande mesa de madeira e comida caseira; um grupo ao redor, todos convidados à autoria do processo de forma orgânica.

Produzimos comunicação numa perspectiva de troca, não apenas de cobertura. Nos envolvemos com os personagens e os temas. Nosso objetivo é ressaltar as relações de afeto de criadores e suas criações, seja na arte, em movimentos culturais ou na política cotidiana.

Antecipamos o que há de mais novo na cultura contemporânea, através de experimentações de diferentes linguagens digitais: vídeos que narram inspiradores processos criativos (expressão), imagens que ampliam o repertório do nosso público sobre arte (álbuns) e códigos, ilustrações, músicas, mapas e textos (remixes) para dar nossa opinião sobre uma história.

Somos a parte fértil do solo, húmus, radical de humano e das coisas que crescem. Eis aí: espaço de cultivo. De arte e de pessoas.

Marcos Amaro

Marcos Amaro

Construir uma ferramenta de promoção da cultura e da arte

Tenho com o Húmus uma relação de aprendizado e fortalecimento. Encontro aqui um espaço de constituição, de questionamento, inovação, ampliação de repertório pessoal. De cuidado de si, cuidar de gestos e olhares, cuidar das relações. A casa, o trabalho e a equipe possibilitam essa experiência em busca de uma relação ideal entre liberdade e autoridade. É um aprendizado constante construir essa nova lógica de relações.

Bruno Rizzo

Bruno Rizzo

Garantir que o fluxo de trabalho aconteça

O Húmus é um local onde eu agrego aprendizado e trabalho. A socialização que existe aqui dentro é muito proveitosa, aprendo muito com essa equipe multidisciplinar. Além disso, a rotina que eu tenho aqui, de segunda à sexta, das 09h às 18h, é muito importante pois me dá base para organizar minha vida com tranquilidade ao redor dessa construção coletiva.

Marcos Lacerda, o Marcão

Marcos Lacerda, o Marcão

Produção, de tudo um pouco

Meu trabalho aqui é ajudar na medida do possível, onde eu puder. Reformar, levar, trazer, buscar, logística, manutenção, trabalhos físicos. Para mim é uma honra trabalhar num local onde pessoas são tão engajadas em um processo cultural. Estamos num ambiente livre, de colegas, me sinto bem aqui. Mais tranquilo do que isso só pegando um colchonete e dormindo ali atrás.

Kin Wong

Kin Wong

Quebrar todos os galho que der

Sou motorista, se precisa alguma coisa eu compro, corro atrás das coisas na rua. Se não precisar, vou para o escritório, vou fazer banco. Minha função é essa: quebrar o galho. É bom, quando todo mundo colabora, se organiza, aí muito bom, mas quando vem tudo em cima da hora não dá, serviço não dá pra ser rápido. Sou organizado, né?

Reinaldo Paulo Souza

Reinaldo Paulo Souza

Caseiro do ateliê de Itu

Que eu faço? Bom, sou funcionário, cuido da casa, cuido do jardim. Auxilio a fazer as obras, sou mão de obra de serrar madeira, de pregar, hoje mesmo estava fazendo molduras, eu e o Seô Edson Furadeira, fizemos oito, talvez dez molduras pras obras. Ontem colocamos um piso num baú antigo de caminhão, sempre tem essas coisas diferentes pra fazer, é um trabalho bem legal, refresca a cabeça, como trabalhar no jardim.

Cícera Vieira, a dona Ciça

Cícera Vieira, a dona Ciça

Cuidar da casa e de todo mundo

Aqui eu faço de tudo, chego cedo, cuido da casa e ao longo do dia vou acompanhando as pessoas. Adoro trabalhar por aqui, o pessoal é companheiro, sabe respeitar. Nunca me mandaram fazer nada, sabe, as coisas são sempre por favor. A casa é ótima, arejada, a única coisa ruim por aqui são os pombos, com as pessoas a gente se entende. Tem um pessoal meio maluco, mas eu gosto, sou piadista, é bom que tenha um ar mais leve para não ficar tão perturbado, né?

Maria Ivone de Castro, a dona Ivone

Maria Ivone de Castro, a dona Ivone

Saco vazio não para em pé

Eu faço aquilo que eu sei e que eu gosto, que é cozinhar. A responsabilidade da comida é minha, eu que controlo o que tá entrando e saindo e o que vai ter cada dia, quando vai ter bolo. Penso em vocês, todo mundo tem que estar alimentado, bem disposto, né? E é supertranquilo, bom que por aqui sempre dá para conversar, pessoal olhando no olho, falando baixo, não tem alguém que quer ser mais. Daí que eu preparo o dia para que todo mundo possa trabalhar sem se preocupar.

Bruno Tomé

Bruno Tomé

Fazer o diálogo entre técnica e expressão

O que me atraiu no Húmus foi a oportunidade de trabalhar em diferentes áreas, pegar a programação, o design, editorar, junto a uma vocação mais artística. Estamos saindo do caretismo, é quase um lance culinário de misturar os ingredientes. Tem gente que diz que programar também é poesia, mas não sei se isso são os nerds querendo ser românticos demais. Seja como for, tem algo assim acontecendo por aqui.

Breno Castro Alves

Breno Castro Alves

Remixar a internet

A questão da autoria na participação dos processos dentro do Espaço Húmus é fundamental para minha participação neste projeto. Há alguns anos amadureci uma conclusão: a internet é barro e pode ser remodelada como você quiser – a depender da habilidade e horas disponíveis do seu programador, claro. Esse entendimento encontrou eco dentro do Espaço Húmus, que vinha procurando se inventar no digital. Me faz muito sentido estar aqui, hoje, desenvolvendo o remix, linguagem híbrida entre jornalismo e poesia, design, programação e hackerismo. Aqui, estou no laboratório.

Bianca Oliveira

Bianca Oliveira

Design

 

Imagine que você faz parte da construção coletiva de um espaço que quer falar de arte, cultura e política, sem amarras. Trazendo pro dia-a-dia das pessoas aquilo que está próximo: projetos de coletivos, de pessoas que não estão na grande mídia, iniciativas independentes, de pessoas comuns e geniais. Imagine que as condições de trabalho para isso são horizontais, abertas, com liberdade de criação e pensamento, prazos que respeitam os participantes, trabalho coletivo na base do bom senso e parceria. Daí junte a isso pessoas que se respeitam e gostam do que estão fazendo. Fazer parte de tudo isso é quebrar com os paradigmas das relações trabalho que vemos por aí. Desenhar tudo isso é uma bela tarefa.

 

Cecília Garcia

Cecília Garcia

Manter o texto afiado

Eu sou uma pessoa que ainda acredita na palavra escrita, no potencial de aprofundar ideias com a calma que só o texto tem. Trabalhei um tempo na grande mídia e era muita produção sem conteúdo, aquele trabalho louco sem sentido. Aqui, ao contrário, temos esse tempo imersão nos conteúdos, para realizar um processo que acaba sendo muito educativo para mim. Aprendo muito, tenho um sentimento parecido de quando eu ainda gostava de ir para a escola, sabe quando você está aprendendo e gostando do processo? Então.

Ana Luiza Gomes

Ana Luiza Gomes

Costureira de rede

Gosto muito desse olhar do Espaço Húmus para as artes, essa postura de aproximar, de encontrar e pegar os afetos pela mão, trazer perto. E eu tenho essa coisa de mineira, de conversar, achei muito bom descobrir aos trinta anos que estimular uma boa prosa pode ser uma profissão. Então eu pego essas histórias e costuro, levo de um lugar para o outro, tecendo essa rede.

Mariana Basile

Mariana Basile

Aproximar público e arte

Depois de estudar fora, voltei ao Brasil com a certeza que era o caminho que eu deveria seguir. O Espaço Húmus é um lugar especial. A preocupação aqui é levar conteúdo cultural de qualidade, falar de artistas que trazem questionamentos e que inspiram a alma. O meu trabalho é aproximar o público e a arte.

Leonardo Juhasz

Leonardo Juhasz

Acompanhar o fluxo

Para mim, o Húmus é o fora do comum. Um lugar onde o encontro com novas inspirações e pessoas é certo. O próprio nome já indica muito do que acontece – o trabalho com humildade em um lugar fertilizado por coisas que inspiram. Em um local assim, o fluxo de novas ideias fascinantes é imenso. Por isso, acompanhar o fluxo é o que garante o fácil surgimento de novos projetos.

  • Arlete

    Olá, parabéns pela iniciativa. Acompanha sempre. Vcs. publicam textos de artes de outros?

  • Arlete

    Olá, parabéns pela iniciativa. Acompanho sempre. Vcs. publicam textos de artes de outros?

    • http://espacohumus.com Humus

      Oi, Arlete! Como está?

      Nós temos um espaço que é o blog, que é reservado para textos de outras pessoas. Você gostaria de mandar um contato para conversarmos?

      Um abraço!

  • Camila

    quais são diretores e quais não? obrigada

  • Joana Maria

    Olá descobri voces no grupo do Mestre I Ming – whatsapp. Que maravilha de trabalho. Parabéns.