Romy Pocztaruk – 31ª Bienal de São Paulo

As impossibilidades do passado transformam-se em desvarios. Cortar a Amazônia como um bolo, nas fendas enfiar o progresso, a potência e a força de um motor que não vai a lugar nenhum mas que decepa todas as árvores. As utopias andam de braços dados com os fracassos e com as fricções da mortalidade dos sonhos. Romy Pocztaruk anda na linha pontilhada entre o que foi abandonado e e o que ficou. Uma fotografia dos sonhos que ruem.

Entrar na sala da artista Romy Pocztaruk na 31ª Bienal de São Paulo é confiar na ruína. As fotografias são uma janela para um trabalho de imersão que Romy realizou por aproximadamente um mês nas reminiscências da rodovia Transamazônica. O projeto faraônica, utópico e ditatorial que Médici implantou para um Brasil moderno provou-se catastrófico. Foi uma luta contra intempéries e uma selva sem perdão. Ali que nasceu a obra A Última Aventura.

E Romy tem esse desejo de aventura, essa vontade exploratória. Seu ímpeto de descobrir é combustível para fotografias sobre o abandono e o desejo. Essas duas forças tensionam espaços que guardam memórias de sonhos incompletos, mas também dos que acabaram, involuntariamente, sendo construídos de qualquer maneira.

Conheça mais sobre o trabalho de Romy Pocztaruk aqui.

Confira outros álbuns da Bienal aqui.

PATROCÍNIO

logo-absurda

BLOG

Autores convidados partilham seus textos e suas opiniões, num espaço fecundo de liberdade e de leitura. Venha ler, venha escrever!

SOUNDCLOUD

As músicas que embalam nossos vídeos também podem te embalar durante seu passeio pelo nosso site e em qualquer lugar!

jabutibumba_site_thumb

FACEBOOK

Já curtiu a nossa página no facebook? Quer saber que amigo seu já curtiu? Tudo que nosso site pode aparecer no seu feed de notícias, é só curtir!

YOUTUBE

Assine nosso canal e receba o nosso conteúdo novo!

bixiga_yt_thumb2